Nesta semana a Microsoft revelou um pouco do que se pode esperar da próxima versão de seu sistema operacional Windows. Mas ainda há diversas perguntas que não foram respondidas. Aqui estão as principais delas.
A Microsoft conseguirá manter os usuários de desktop felizes com o Windows 8?
Durante a demonstração feita nesta semana o Windows 8 foi exibido rodando aplicações legadas (escritas para versões anteriores do sistema operacional), como o Office. No entanto um sistema Windows 8 baseado em um processador ARM não será capaz disso. Isso cria um dilema na vida do usuário: migrar ou não?
E embora a Microsoft afirme que o Windows 8 será compatível com hardware já existente, para aproveitar os recursos novos mais revolucionários será preciso adquirir todo um pacote novo de hardware e software. Sendo assim, onde ficam os usuários de Windows que querem manter seu computador antigo (ou nem tão antigo assim) que veio com o Windows 7, mas querem o novo sistema operacional?
Precisamos de uma tela de toque em todo lugar?
Parece que o Windows quer um pedaço do mercado dos tablets. Entretanto, é difícil de imaginar que pessoas com desktops, notebooks ou mesmo netbooks tenham vontade de tirar as mãos do teclado e tocar na tela, o que pode afastar os usuários deste recurso.
Sendo assim, a revolução Touch da Microsoft é realmente voltada para os tablets. Entretanto o sistema operacional touch da companhia, o Windows Phone, tem uma parcela pífia de mercado, o que nos leva à pergunta: há tantas pessoas assim que precisam tocar em seus computadores com Windows ou de versões touch do Word ou Excel?
Todos os sistemas com processadores ARM terão poder de processamento suficiente?
O Windows 8 pareceu rodar muito bem em uma amostra de notebooks e tablets já existentes, mas, inevitavelmente, alguns sistemas ARM de baixo custo irão surgir. Eles serão capazes de lidar com todos os novos recursos do sistema operacional? Ou deslizar as páginas ou atualizá-las irá demorar, aplicações irão travar e irá surgir uma tela azul da morte no Windows 8?
Quão aberto será o sistema?
A Microsoft faz questão de frisar que a plataforma de desenvolvimento para o Windows 8 é baseada em HTML5, JavaScript e outras tecnologias da Web. Isso significa que desde o primeiro dia programadores poderão criar aplicativos para o Windows 8, sem esperar por ferramentas especiais. Contudo essa é uma mudança radical no modus operandi da companhia de Redmond (que mantém controle total sobre o software) e ainda é incerto quão aberta a empresa estará (e até que ponto pretende chegar). Desenvolvedores podem ter as mesmas suspeitas de antes e serem mais cautelosos na criação de aplicativos do que a Microsoft gostaria e necessita para alcançar o crescimento de concorrentes como a Mac App Store.
E sobre o Windows Live?
Poderia esse pacote de apps, que a Microsoft vem aprimorando por anos, ser a primeira vítima da mudança para um sistema operacional baseado em HTML5? Claro que a empresa não irá matar o Hotmail ou o Messenger. Mas passarão eles por mudanças radicais se a companhia se afastar do .NET, Silverlight e outras marcas registradas da Microsoft? Ou isso significa a morte do Windows Live Movie Maker?
É importante ressaltar que a Microsoft ainda tem alguns meses para responder às essas perguntas, e muito ainda deve mudar, especialmente com o lançamento do Mac OS X Lion, que acontece ainda esse semestre. Independentemente do que ocorrer, é bom ver que a Microsoft está se arriscando mais e caminhando para frente.
O paradigma da TI como elemento distante das decisões de negócios foi quebrado. Agora, as diretrizes organizacionais são fortemente apoiadas por ferramentas de Business Intelligence (BI), em um fenômeno que impacta nos resultados financeiros das empresas. As soluções de Analytics, em particular, têm influenciado a decisão de executivos em diversas indústrias, de forma que o uso desta tecnologia deve ser considerado de forma estratégica para seu melhor aproveitamento. Nesse sentido, a Accenture verificou cinco pontos de atenção que podem auxiliar diretamente na melhoria de resultados financeiros sólidos.
Alfabetização analítica
Dispor de dados em tempo real não é necessariamente uma vantagem. É preciso saber usar as informações.
Empresas do setor de varejo, por exemplo, podem cair na tentação de verificar seus estoques e realizar promoções para seus clientes em tempo real. No entanto, esta estratégia tem pouca efetividade, já que fatores como o comportamento do cliente e ações na cadeia de abastecimento foram negligenciados. Portanto, é preciso contar com um plano de contingência e receber as informações com uma frequência e atualizações pré-estabelecidas. Dessa maneira, o varejista pode não conseguir realizar uma oferta em tempo real, mas desenvolverá ações mais efetivas para o seu negócio.
Volatilidade
Empresas que atuam com dados analíticos trabalharão com volatilidade. Ao contar com a visibilidade de todas as etapas do processo, informações de clientes, fornecedores e concorrentes, as organizações têm em mãos a chance de tomar decisões muito mais assertivas.
Na verdade, as regras para tomada de ações podem ser baseadas em sutilezas como, por exemplo, “a cerveja vende mais nas noites de domingo em locais onde o time de futebol da casa ganha o jogo.”
Essas decisões são altamente sensíveis ao contexto e podem mudar tão rapidamente quanto a sorte do time de futebol. Em resumo, ser volátil muda a rapidez que uma decisão deve ser tomada e quem tem a informação mais precisa, terá em curto prazo o melhor resultado.
Conscientização integrada
Nos dias atuais, as empresas têm mais informações em todas as aéreas de negócios e precisam integrar todos esses dados para agir da melhor maneira possível. Um bom exemplo é a indústria farmacêutica, que tradicionalmente usava como base os dados clínicos como o único meio de estabelecer a eficácia e os efeitos colaterais de um medicamento.
Hoje, com as redes sociais, as empresas deste segmento devem monitorar comentários positivos e negativos sobre seus produtos na Internet. Isso se tornará, cada vez mais, uma responsabilidade. Ou seja, ela deve ter a consciência integrada de todos os processos e caminhos que determinada informação pode percorrer.
Paralisia da análise
No futuro, as empresas provavelmente serão gerenciadas por líderes empiristas que não tomarão nenhuma decisão até que todos os dados relevantes sejam recolhidos e analisados.
Há três atitudes que podem levar as organizações a caírem na armadilha da paralisia da análise. Um deles é uma tendência de gestão para “excesso de ajuste da curva”, um termo estatístico que se refere ao valor decrescente dos dados adicionais quando um padrão foi encontrado. A coleta de dados tem um preço, a inércia tem outro e uma organização analiticamente alfabetizada entenderá claramente o custo da incapacidade de classificar itens.
A segunda causa é a espera de dados que simplesmente não existem, o que reflete a falta de planejamento para gerar as informações necessárias.
Já o terceiro fator é que a maioria das empresas não sabe ter tolerância ao risco de forma clara e são muito mais propensas a punir uma ação errada do que a falta de iniciativa. Como resultado, muitos gestores não agem a menos que haja dados suficientes para assegurá-los de bons resultados. Com as orientações e modelos para a ação diante da incerteza, é possível ter simetria, facilitando a iniciativa de agir ou não.
Nova Intuição
Um bom cientista sabe que quando não há dados suficientes para justificar uma teoria, deve-se realizar um novo experimento para coletar as informações corretas.
Uma explicação é que, assim como um cientista criativo, as pessoas gostam de dados para formar uma teoria. Um exemplo é uma linha de produtos completamente nova que vai mudar a experiência do consumidor. Alguns acreditam que nesse caso apenas os dados empíricos serão uteis e não informações e comentários de quem nunca usou o produto.
Algumas empresas, como a Apple, já fazem isso, e mostram que a empresa do futuro, baseada no empirismo e na tomada de decisão analítica, será certamente muito diferente da empresa de hoje. Com isso, fica claro que o uso correto e inteligente de Analytics certamente transformará a maneira das empresas conduzirem seus negócios.
(*) Daniel Lázaro é líder para a prática de Analytics e Gestão da Informação da Accenture na América Latina.
O Android Market, loja de aplicativos para a plataforma móvel do Google, superou a App Store da Apple no número de apps gratuitos disponíveis, de acordo com um o último relatório da Distimo, empresa que fornece análises a respeito de lojas de aplicativos. As informações são do site TechCrunch.
Apesar de o número absoluto de aplicações para iOS (unindo números para iPhone e para iPad) ser quase o dobro em relação àquelas disponíveis para Android (408.969 e 206.143, respectivamente), o sistema operacional do Google oferece 134.342 apps gratuitos, enquanto que há 121.845 aplicativos sem custo para iPhone, sendo o iBooks o mais famoso deles.
Embora a loja para o smartphone da Apple tenha registrado o menor crescimento no primeiro trimestre do ano (6%), ela detém o posto de app store com maior número de apps disponíveis – o Android Market cresceu 16%. Outro dado interessante é que o número de aplicativos pagos na App Store para iPhone é 66% maior do que é oferecido para Android. Os apps para iPad, de acordo com a Distimo, são em sua maioria pagos, e ficam mais caros ao decorrer do tempo; o preço de um app para iPad é de, em média, 4,34 dólares.
A Distimo aponta também que o Android Market deve ultrapassar a App Store em número de aplicativos em até cinco meses, se mantida a taxa de crescimento das lojas. Quando isso ocorrer, o Android Market não estará só à frente da loja da Apple, mas também da Windows Phone 7 Marketplace, da BlackBerry App World e da Ovi Store da Nokia, respectivamente.
Segurança e fragmentação
Ao contrário da Apple, os aplicativos para Android não passam por um sistema de avaliação – que, vale lembrar, é muito misterioso. Isso representa também um problema de segurança já que, por ser uma plataforma aberta, diversos usuários têm relatado que aplicativos alterados por hackers têm infectado seus aparelhos, roubando dados e até possibilitando que os invasores façam ligações utilizando a conta de telefone das pessoas que foram atacadas.
Embora o crescimento do número de aplicativos para Android seja expressivo, os desenvolvedores estão se interessando cada vez menos a respeito da plataforma, principalmente devido à fragmentação mesma, totalmente ao contrário do iOS.
Se você quiser saber como proteger seu smartphone Android de aplicativos mal intencionados, veja 5 dicas para seu celular com de vírus, além de uma lista da Lookout Mobile Security com alguns apps que foram reportados como infectados pelos desenvolvedores.