A loja virtual Americanas.com deverá suspender a venda de produtos no Estado do Rio de Janeiro até que todas as mercadorias já vendidas sejam entregues aos consumidores. A decisão foi deferida pelo Tribunal de Justiça (TJ) ao Ministério Público daquele estado e vale a partir do dia que a empresa receber a intimação.
Segundo nota divulgada nesta quinta-feira (26/5) pelo Ministério Público, o deferimento concedido pelo TJ atende de forma parcial ao requerimento apresentado inicialmente e exige que as Lojas Americanas fixem prazo preciso para entregar suas mercadorias, que deve ser divulgado em sua página na web. Para consultar a data, o consumidor só terá que digitar seu CEP.
O requerimento deferido prevê multa de 500 reais por violação de prazo. A multa fixada pelo TJ no caso de descumprimento da decisão é de 20 mil reais.
Problemas com a entrega de produtos não são novos. Nos dias posteriores ao Natal de 2010, um levantamento feito pelo IDG Now! apontava a Americanas.com como líder em queixas no site Reclame Aqui. Em segundo lugar apareceu a loja virtual Submarino - as duas são controladas pela mesma empresa, a B2W.
O Ministério Público do RJ afirma que, à época em que propôs a Ação Civil Pública, mais de 20 mil pessoas tinham registrado queixa no site Reclame Aqui.
Procurada pelo IDG Now!, a Americanas.com informou por meio de sua assessoria que não comenta processos em andamento.
Comunidade sobre moradores de Rio Branco
tinha mais de 15 mil usuários (Foto: Reprodução)O fechamento pela Justiça de uma comunidade destinada a publicar fofocas sobre os moradores de Rio Branco inspirou a criação de outras páginas semelhantes no Acre. “Fatos e Babados de Rio Branco” foi criada há dois anos no Orkut para publicar, por perfis anônimos, notícias embaraçosas sobre os acreanos.
Na série lig@dos, o G1 vai mostrar como pessoas de diferentes locais se relacionam com a tecnologia. Na primeira etapa, mostraremos três cidades em diferentes estados da região Norte do país. Mande suas perguntas na área de comentários ao final da reportagem.
“Fatos e Babados chegou a ter mais participantes do que a comunidade oficial de Rio Branco”, afirmou o morador da cidade Davi Sopchaki, de 22 anos. Porém, depois que imagens eróticas de alguns usuários foram publicadas, uma denúncia registrada na Justiça tirou a comunidade do ar, segundo Sopchaki. A página ainda está disponível na rede social, mas não é possível publicar e nem editar nenhum conteúdo.
Com o fim do espaço para fofocar, os acreanos começaram a criar comunidades genéricas para suprir a necessidade de noticiar verdades sobre os outros anonimamente.
“Surgiram ‘Fatos e Babados’ de escolas, bairros e até de cidades do interior”, disse Sopchaki. Como exemplos, há o “Fatos e Babados” dos bairros Tucumã e Calafate, do Colégio Acreano e da cidade Sena Madureira. No entanto, algumas dessas comunidades também já foram removidas do Orkut.
“Não foi criada nenhuma página nesse estilo sobre alguma universidade. Acho que essas comunidades atraem mais adolescentes. O pessoal universitário não se liga nisso”, explica Sopchaki.