Na edição desse mês de Maio da revista Nintendo Power, a revista conversou com o escritor e diretor do jogo 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, para o Nintendo DS, onde conseguiu uma interessante afirmação por parte dele, dizendo que jogos muito focados em texto (visual novels) deveriam ser vendidos em lojas de livros e não em lojas de jogos.

O gênero visual novel é conhecido por se focar em apresentar uma história, daí o nome “novela visual”, já que a interação do jogador é bastante limitada e a real intenção do jogo é passar um enredo com auxílio de elementos visuais e sonoros que não existiriam em um livro. Nesse gênero entram títulos de vários consoles, como Phoenix Wright: Ace Attorney, Hotel Dusk, Heavy Rain, entre tantos outros.
O escritor e diretor de 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, Kotaro Uchikoshi, comentou sobre sua incomum opinião para a revista: “Eu acredito que jogos visual-novel não pertencem a uma loja de jogos, mas em uma loja de livros – apesar que eu posso chatear algumas lojas de jogos que gostam de vender meus jogos, então talvez eu deva reformular isso”.
“Lojas de jogos com certeza podem vender visual novels, mas elas deveriam ser também vendidas em lojas de livros. O gênero visual novel não deve estar lutando contra grandes jogos de ação, aventura e RPG onde desenvolvedores gastaram bilhões de dólares neles”, encerrou o escritor.
Essa conversa provavelmente reacende a questão se títulos focados puramente na história podem ser considerados jogos, já que não há exatamente um ato de jogar neles, sendo uma tarefa quase passiva, como ler um livro, e não ativa, como deveria ser um videogame.
O gênero visual novel é particularmente popular no Japão, com um dos maiores exemplos sendo 428: Fuusa Sareta Shibuya, um jogo de aventura com atores reais publicado pela Sega para o Nintendo Wii e PlayStation 3, o qual tirou nota máxima na revista japonesa de jogos, Famitsu.
Via GoNintendo e Aeropause Games