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Ex-membro do governo Bush vazou morte de Bin Laden no Twitter

Os sites de mídias sociais parecem ter desempenhado um papel crucial em disseminar a notícia sobre a morte do terrorista Osama Bin Laden na noite de ontem, 1/5. Isso porque o ex-chefe da equipe de defesa do governo Bush, Keith Urbanh, recebeu o crédito como sendo a primeira pessoa a vazar a informação no Twitter, antes mesmo de qualquer agência de notícia. "Uma pessoa respeitável me disse que eles mataram Osama Bin Laden. Que coisa", tuitou na noite de ontem, antes do pronunciamento oficial da Casa Branca confirmando a morte de Bin Laden.

O fato levou muitos críticos a dizerem que esse era um momento “divisor de águas” para o microblog. O site Business Insider chamou esse de o “momento CNN” do Twitter, uma referência à famosa cobertura da primeira Guerra do Golfo pelo canal de notícias. No entanto, o próprio Urbahn diminuiu uma possível importância maior de seu tuíte. “As notícias sobre a ‘morte da grande mídia’ em razão do meu ‘primeiro’ tuíte são muito exageradas”, disse. O ex-membro do governo dos EUA ainda afirmou que obteve a informação sobre a morte de Bin Laden a partir de um produtor de TV. Ou seja, um membro da chamada “grande mídia”.

Cobertura ao vivo
Interessantemente, um consultor de TI (tecnologia da informação) que vive na cidade paquistanesa de Abbottabad, parece ter tuitado em tempo real “sem querer” a invasão das formas militares norte-americanas ao esconderijo de Bin Laden. Em sua conta no microblog, Sohaib Athar reclamou do barulho de helicópteros e explosões durante a noite na pequena cidade do Paquistão. Mas parece que os 15 minutos de fama já cansaram Athar. “Bin Laden está morto. Eu não o matei. Agora me deixem dormir, por favor”, escreveu na manhã de hoje em sua conta no Twitter, como uma resposta a grande atenção da mídia aos seus tuítes.

A morte de Bin Laden atualmente lidera os trendings topics do Twitter (tópicos mais discutidos no site) no Brasil e no mundo todo com as hashtags #Osama e #obl - outros termos que aparecem entre os mais falados são Abbotabad, Bush, Paquistão e Jack Bauer, em referência ao protagonista do seriado "24 horas", que foi alvo de brincadeiras no Twiter ao ser apontado como responsável pela operação contra Bin Laden.

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Tuíte de ex-membro do governo Bush teria "vazado" morte de famoso terrorista

Procurado

Além de liderar o Twitter, a morte do terrorista também dominou as principais buscas do Google na noite de ontem. Segundo o blog Search Engine Land, todos os 20 tópicos mais procurados no site eram relacionados a Bin Laden.

E pouco tempo após a confirmação da morte do terrorista, o recurso de autocompletar do Google já sugeria termos como "Osama Bin Laden Morreu", "Osama Bin Laden Morto" e "Osama Bin Laden está morto" ao digitar o nome do terrorista que teria sido responsável pelos ataques de 11/9 nos Estados Unidos.

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No Twitter, morte de Bin Laden é obra de Jack Bauer

Na primeira manhã após o anúncio, feito no fim da noite de domingo (1/5) pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, da morte de Osama Bin Laden em uma operação militar daquele país efetuada no Paquistão, os trending topics do Twitter são dominados por temas relacionados.

A hashtag "#osama" e "#obl" lideram os trending topics globais, de acordo com a lista produzida pelo Twitter. Curiosamente, um dos trending topics é "Jack Bauer", apontado por muitos tuiteiros como o responsável pela operação que levou à localização e morte do líder terrorista. Jack Bauer é o protagonista da série de TV "24 Horas".

No Brasil, "Osama" lidera os trending topics, seguido por palavras relacionadas, como "Bush", "Paquistão", "Jack Bauer" e "Islamabad". Em São Paulo, os trending topics são liderados por "Bin Laden" mas incluem ainda Steven Seagal, outro herói do cinema de ação.

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Buscas no Google já apontam para "morte" do Blu-ray e do DVD

Enquanto Hollywood coloca o Blu-ray como o formato de entretenimento da próxima geração, uma nova pesquisa sugere que a indústria pode estar perdendo seu tempo ao tentar alavancar o formato de disco óptico.

Ao analisar os resultados de uma pesquisa feita sob encomenda, o analista da BTIG Research, Richard Greenfield, ressalta que as buscas no Google por serviços como Redbox e especialmente Netflix (grupo de locação de filmes físicos e online) aumentaram exponencialmente. As pesquisas por DVDs, por sua vez, continuam baixas.

Greenfield sugere que o aumento de popularidade do Netflix (que pode chegar ao Brasil ainda neste ano) tenha muito a ver com a ascensão do conteúdo sob demanda, uma vez que os consumidores não estão mais interessados em propriedade.

Se esse for o caso, poderia significar problemas para o Blu-ray: Hollywood acredita mesmo que a mídia física ainda tem alguns anos de vida pela frente.

As buscas no Google preveem o futuro?
As buscas por termos como “DVDs”, “movies on DVDS”  (“filmes em DVD”), “new DVD releases”  (novos lançamentos em DVD) e “top DVD rentals” (filmes mais alugados em DVD) caíram 45% desde seu pico no final de 2008, segundo dados da Google. Compare isso com o Netflix, cujas buscas aumentaram em 90% em cada um dos últimos dois anos. Será que o termo Netflix tornou-se sinônimo de filme em casa assim como é o Google para buscas online?

O crescimento nas buscas pelo serviço de entretenimento combina muito bem com seu dramático aumento de assinantes recentemente. No entanto, os dados de buscas da Google que Greenfield cita também nota que os próprios assinantes atuais do serviço estavam aumentando o uso das buscas pelo termo Netflix.

Se esse for o caso, talvez a analogia da Google não esteja muito distante.

Streaming à frente para Hollywood
Muito do crescimento do Netflix parece ser em razão de streaming online. Greenfield nota que uma grande quantidade de serviços está se jogando nesse espaço – o serviço GO, da HBO, é um bom exemplo –, o que provavelmente significa que estamos vendo apenas o começo de um sério aumento de interesse por esse formato.

Mas voltemos ao Blu-ray e o que isso poderia significar. Os dados de vendas mostram que só agora o formato conseguiu se equiparar ao tradicional DVD em termos de vendas de players. Apesar de a empresa de pesquisas NPD Group afirmar que, entre os 77% dos americanos que ainda assistem a filmes em DVD, o streaming tornou-se muito mais popular.

Combine isso com o aumento de interesse pelo Netflix (ao menos de acordo com o Google), e o bem sucedido empurrão da companhia para o streaming de conteúdo, e a indústria de Hollywood tem razões para ficar um pouco preocupada.

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Ex-membro do governo Bush vazou morte de Bin Laden no Twitter

Os sites de mídias sociais parecem ter desempenhado um papel crucial em disseminar a notícia sobre a morte do terrorista Osama Bin Laden na noite de ontem, 1/5. Isso porque o ex-chefe da equipe de defesa do governo Bush, Keith Urbanh, recebeu o crédito como sendo a primeira pessoa a vazar a informação no Twitter, antes mesmo de qualquer agência de notícia. "Uma pessoa respeitável me disse que eles mataram Osama Bin Laden. Que coisa", tuitou na noite de ontem, antes do pronunciamento oficial da Casa Branca confirmando a morte de Bin Laden.

O fato levou muitos críticos a dizerem que esse era um momento “divisor de águas” para o microblog. O site Business Insider chamou esse de o “momento CNN” do Twitter, uma referência à famosa cobertura da primeira Guerra do Golfo pelo canal de notícias. No entanto, o próprio Urbahn diminuiu uma possível importância maior de seu tuíte. “As notícias sobre a ‘morte da grande mídia’ em razão do meu ‘primeiro’ tuíte são muito exageradas”, disse. O ex-membro do governo dos EUA ainda afirmou que obteve a informação sobre a morte de Bin Laden a partir de um produtor de TV. Ou seja, um membro da chamada “grande mídia”.

Cobertura ao vivo
Interessantemente, um consultor de TI (tecnologia da informação) que vive na cidade paquistanesa de Abbottabad, parece ter tuitado em tempo real “sem querer” a invasão das formas militares norte-americanas ao esconderijo de Bin Laden. Em sua conta no microblog, Sohaib Athar reclamou do barulho de helicópteros e explosões durante a noite na pequena cidade do Paquistão. Mas parece que os 15 minutos de fama já cansaram Athar. “Bin Laden está morto. Eu não o matei. Agora me deixem dormir, por favor”, escreveu na manhã de hoje em sua conta no Twitter, como uma resposta a grande atenção da mídia aos seus tuítes.

A morte de Bin Laden atualmente lidera os trendings topics do Twitter (tópicos mais discutidos no site) no Brasil e no mundo todo com as hashtags #Osama e #obl - outros termos que aparecem entre os mais falados são Abbotabad, Bush, Paquistão e Jack Bauer, em referência ao protagonista do seriado "24 horas", que foi alvo de brincadeiras no Twiter ao ser apontado como responsável pela operação contra Bin Laden.

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Tuíte de ex-membro do governo Bush teria "vazado" morte de famoso terrorista

Procurado

Além de liderar o Twitter, a morte do terrorista também dominou as principais buscas do Google na noite de ontem. Segundo o blog Search Engine Land, todos os 20 tópicos mais procurados no site eram relacionados a Bin Laden.

E pouco tempo após a confirmação da morte do terrorista, o recurso de autocompletar do Google já sugeria termos como "Osama Bin Laden Morreu", "Osama Bin Laden Morto" e "Osama Bin Laden está morto" ao digitar o nome do terrorista que teria sido responsável pelos ataques de 11/9 nos Estados Unidos.

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Twitter bate recorde de mensagens com morte de Bin Laden

Antes mesmo de o presidente norte-americano informar seu país e o mundo de que o líder terrorista Osama Bin Ladem havia sido morto, o Facebook e o Twitter já estavam cheios de notícias e postagens celebratórios.

À medida que a notícia da morte do ex-líder da Al Qaeda chegou ao mundo, pessoas nos Estados Unidos e no mundo todo voltaram suas atenções para os sites de redes sociais. Por volta da meia noite de hoje, 2/5 (horário de Brasília), o feed de notícias do Facebook estava repleto de comentários sobre a morte de Bin Laden. Já o famoso microblog estava literalmente “transbordando” com links e informações.

A notícia sobre a Bin Laden teria inclusive “vazado” no Twitter. Depois disso, o site foi inundado com pessoas tuitando e retuitando sobre a novidade. Segundo a empresa, na noite de ontem o site alcançou a maior média de tuítes da sua história. Das 22h45 de ontem às 2h20 de hoje (horário de Nova York), o Twitter registrou uma média de 3 mil tuítes por segundo.  E às 23h, o microblog teve um pico de 5.106 tuítes por segundo, número que caiu um pouco às 23h45, para 5.008, quando Obama terminou seu pronunciamento oficial sobre o assunto.

Para colocar esses números em perspectiva, durante o Super Bowl deste ano (final de futebol americano), houve um período de 20 minutos com cerca de 3 mil tuítes por segundo. Além disso, o evento esportivo alcançou um pico de 4.064 mensagens por segundo.

Segundo analistas, esse é mais um exemplo de que os sites de redes sociais estão cada vez mais se tornando as ferramentas de comunicação mais rápidas das pessoas quando surge uma notícia significativa. Ironicamente, foi exatamente a falta de meios de comunicação no esconderijo de Bin Laden que levou às forças armadas dos EUA a conduzirem meses de investigações no local no Paquistão.

“O Facebook e o Twitter estão rapidamente tornando-se o padrão de fato para comunicações”, disse o analista do Yankee Group, Zeus Kerravala, que completou dizendo que ficou sabendo sobre a morte do terrorista justamente em sua página do Facebook na noite de ontem.

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Spammers usam morte de Bin Laden para roubar informa��es

Bin Laden sendo entrevistado por Hamid Mir, em 1997 (Fonte da imagem: Wikimedia Commons / Hamid Mir)

Não importa qual seja o assunto, sempre que uma nova notícia bombástica é anunciada, usuários mal-intencionados aproveitam para espalhar seus vírus. Foi assim com Charlie Sheen, com Bruna Surfistinha e, agora, Osama Bin Laden também. Por isso, tome muito cuidado ao acessar qualquer link que receber por email ou redes sociais.

Os links mais comuns até agora são: “Veja as fotos de Bin Laden Morto”, “Confira o vídeo em que Osama mostra um jornal com a data de hoje e prova estar vivo” e “Veja o vídeo do momento exato em que Bin Laden é assassinado!”. Também há uma enorme variedade de falsas notícias com nomes parecidos.

Assim que clica sobre o link da falsa matéria, o usuário é direcionado para páginas que contêm arquivos maliciosos. Com isso, são colocados em risco senhas e logins, além de dados bancários e também listas de email. Não há dúvidas, a morte de Osama está sendo muito rentável para os spammers de plantão.

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A morte de Osama Bin Laden e a estratégia de redes sociais da Al Qaeda

Na noite do domingo, 1º de Maio, uma caçada de 10 anos chegou ao fim com a execução de Osama Bin Laden, o infame líder da Al Qaeda que coordenou o ataque às Torres Gêmeas em setembro de 2001.

A investida contra as Torres Gêmeas matou 2.976 pessoas, fazendo o então presidente George W. Bush declarar guerra contra o terror – um inimigo invisível e, portanto, dificílimo de ser aniquilado.

Dessa data até o dia 1º de Maio de 2011, estima-se que 4.691 soldados americanos pereceram em combate – mais de 50% do que o total de mortos que eles estariam vingando, por assim dizer.

Com tropas ainda em território árabe e uma ameaça que transcende à morte do seu líder (cuja passagem ao posto de mártir para os seus seguidores já é dada como certa), ainda não se sabe quantos mais perecerão.
Quem foi o vencedor?

Não se pode dizer que houve um vencedor – mas, por mais que a morte de Bin Laden represente o enfraquecimento da organização terrorista, o seu ideal psicopata permanece vivo e rodando por pequenos vilarejos árabes e grandes cidades de todo o mundo. Ou seja: com ou sem Bin Laden, a Al Qaeda segue vencendo uma guerra que está longe de terminar.

Como? Seguindo a mesma receita de guerrilha que empresas do mundo todo usam nas mídias sociais.

Que receita?

1) Achar uma causa com a qual pessoas se identifiquem
Dinheiro jamais terá o mesmo poder de motivação do que uma causa genuína, que sintetize as crenças de um público ao ponto de transformá-lo em ativista.

Recentemente, a Porto Seguro lançou a campanha “Trânsito + Gentil”, pregando valores bem-vindos como, por exemplo, a calma ao volante. Como ela concretizou isso? Além da impressão de logos em camisetas e adesivos em carros, dando um desconto de 5% no valor do seguro para todos os que não tiverem pontos na carteira.

Uma campanha, claro, simpática – e que encontra defensores ferrenhos em metrópoles como São Paulo, em que o trânsito é praticamente sinônimo de estresse.

Isso sem contar, claro, que é muito mais fácil encontrar pessoas vestindo a camisa de uma campanha por um trânsito melhor do que contendo apenas o logo de uma seguradora.

(Para a Al Qaeda, a causa é unificar o mundo sob as leis do islã)

2) Achar um inimigo
George Orwell já dizia, no seu clássico “1984?, que o fanatismo só funciona quando há um inimigo contra o qual a população possa se revoltar.

Quando a Apple ressurgiu das cinzas com os novos Macs, ainda na era anterior ao IPhone, lançou uma série de propagandas entituladas “Mac x PC”. O Mac, representado por um jovem descolado, representava tudo o que era fácil, simples e legal. O PC, por sua vez, era representado por um sujeito antiquado, com estilo “almofadinha” e que sempre perdia todas as discussões, caindo no ridículo.

Como resultado de anos de propaganda, a Apple conseguiu se posicionar como uma empresa de pessoas antenadas e modernas, justamente por colocar o seu arqui-inimigo, o “PC”, como símbolo de uma era retrógrada da computação pessoal. Vejam.

(Para a Al Qaeda, os inimigos são os Estados Unidos da América)

3) Lançar ações visíveis e que envolvam os seguidores
Neste ponto, não falamos mais em consumidores ou mesmo usuários: falamos de seguidores. E seguidores não se envolvem apenas com palavras. Eles precisam de ações.

No começo dos anos 2000, a Nike decidiu traduzir em ações concretas a sua postura perante um de seus principais públicos: os corredores.

Em 2001, deixou de lado as propagandas tradicionais e lançou a Nike Run London, uma corrida pela capital britânica que reuniu 10 mil pessoas usando camisas de cor rosa choque – algo que, por si só, chamou a atenção de toda a mídia e repercutiu globo afora.

Em 2003, a corrida passou a ser noturna e já contava com 30 mil participantes.

Em 2005, com o slogan “I will run a year”, a Nike patrocinou uma série de corridas durante todo o ano, por todo o planeta.

Em 2006, lançou um chip integrado ao IPod (muito utilizado por corredores para ouvir músicas enquanto cruzam parques e cidades). O chip transmitia dados a um site da marca que armazenava todo o histórico da corrida.

Em seguida, criou uma aplicação para IPhone utilizando o GPS do telefone para fazê-lo funcionar como passômetro, também armazenando dados e permitindo que corredores montassem corridas e desafios reais em rede, mundo afora.

A Nike já registrou mais de 4 milhões de membros que já correram mais de 500 milhões de km.

(Para a Al Qaeda, a principal ação foi a queda das Torres Gêmeas, que se soma a uma série de atentados menores mundo afora)

4) Se manter presente
Fazer apenas uma ação e esperar que ela repercuta para sempre é uma ingenuidade que poucos têm. O sucesso de uma causa é concretizado pela frequência de suas ações, sendo que todas se somam em um maior envolvimento do seu público.

A Nike não parou na corrida londrina: ela se reinventou praticamente todo ano, fortalecendo a sua causa e, claro, a sua marca.

A Apple já enxerga o PC como um inimigo menos relevante do que era no passado e, agora, já mira os seus canhões para o Google.

A Porto Seguro oferece descontos em cursos de direção segura e criou um modelo de socorro em que ela chega ao cliente de bicicleta, alegando estar contribuindo para que o trânsito não piore.

A Al Qaeda sempre manteve as suas células terroristas ativas por todo o mundo, distribuindo tanto propagandas quanto atentados.

Bom ou ruim?

Não se trata aqui de analisar o que é bom e o que é ruim. É óbvio que estratégias de marketing corporativas, mantendo a ética, fazem parte do mundo em que vivemos, sendo naturais e mesmo benéficas para economias de mercado.

É óbvio também que organizações como a Al Qaeda resumem o que há de pior na loucura humana, comandando genocídios e espalhando o medo de maneira sádica.

Todavia, o que chega a causar espanto é que as mais modernas estratégias de marketing, utilizadas por empresas de todos os portes no Brasil e no mundo, sejam também usadas por uma organização regida a partir de cavernas no Paquistão – mas não por uma das maiores potências que a humanidade já viu.

Esta, ao menos por enquanto, continua aplicando as mesmas técnicas militares do passado, que precisa sacrificar quase 5 mil soldados para capturar um único homem.

Esperemos que, em um futuro próximo, essa matemática se inverta.

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Buscas no Google já apontam para "morte" do Blu-ray e do DVD

Enquanto Hollywood coloca o Blu-ray como o formato de entretenimento da próxima geração, uma nova pesquisa sugere que a indústria pode estar perdendo seu tempo ao tentar alavancar o formato de disco óptico.

Ao analisar os resultados de uma pesquisa feita sob encomenda, o analista da BTIG Research, Richard Greenfield, ressalta que as buscas no Google por serviços como Redbox e especialmente Netflix (grupo de locação de filmes físicos e online) aumentaram exponencialmente. As pesquisas por DVDs, por sua vez, continuam baixas.

Greenfield sugere que o aumento de popularidade do Netflix (que pode chegar ao Brasil ainda neste ano) tenha muito a ver com a ascensão do conteúdo sob demanda, uma vez que os consumidores não estão mais interessados em propriedade.

Se esse for o caso, poderia significar problemas para o Blu-ray: Hollywood acredita mesmo que a mídia física ainda tem alguns anos de vida pela frente.

As buscas no Google preveem o futuro?
As buscas por termos como “DVDs”, “movies on DVDS”  (“filmes em DVD”), “new DVD releases”  (novos lançamentos em DVD) e “top DVD rentals” (filmes mais alugados em DVD) caíram 45% desde seu pico no final de 2008, segundo dados da Google. Compare isso com o Netflix, cujas buscas aumentaram em 90% em cada um dos últimos dois anos. Será que o termo Netflix tornou-se sinônimo de filme em casa assim como é o Google para buscas online?

O crescimento nas buscas pelo serviço de entretenimento combina muito bem com seu dramático aumento de assinantes recentemente. No entanto, os dados de buscas da Google que Greenfield cita também nota que os próprios assinantes atuais do serviço estavam aumentando o uso das buscas pelo termo Netflix.

Se esse for o caso, talvez a analogia da Google não esteja muito distante.

Streaming à frente para Hollywood
Muito do crescimento do Netflix parece ser em razão de streaming online. Greenfield nota que uma grande quantidade de serviços está se jogando nesse espaço – o serviço GO, da HBO, é um bom exemplo –, o que provavelmente significa que estamos vendo apenas o começo de um sério aumento de interesse por esse formato.

Mas voltemos ao Blu-ray e o que isso poderia significar. Os dados de vendas mostram que só agora o formato conseguiu se equiparar ao tradicional DVD em termos de vendas de players. Apesar de a empresa de pesquisas NPD Group afirmar que, entre os 77% dos americanos que ainda assistem a filmes em DVD, o streaming tornou-se muito mais popular.

Combine isso com o aumento de interesse pelo Netflix (ao menos de acordo com o Google), e o bem sucedido empurrão da companhia para o streaming de conteúdo, e a indústria de Hollywood tem razões para ficar um pouco preocupada.

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