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Twitter melhora busca e promete serviço de fotos "em algumas semanas"

O Twitter reformulou seu motor de buscas, melhorando a relevância dos resultados e acrescentando conteúdo multimídia. E, em algumas semanas, será possível anexar fotos aos tuítes por meio de um recurso nativo do Twitter.com.

O motor de buscas que será apresentado ainda nesta quarta-feira (1.º/6) é uma "versão completamente nova" que entregará resultados mais relevantes, não se limitando apenas ao texto dos tuítes mas incorporando fotos e vídeos, afirmou a empresa, em seu blog.

Em uma versão especial do navegador Firefox com a funcionalidade de busca integrada no Twitter, as pessoas serão capazes de buscar perfis e trending topics (assuntos mais populares) no campo de pesquisa à direita da barra de endereços.

Tuite com foto
Enquanto isso, o Twitter finaliza a incorporação do recurso que permitirá tuitar fotos sem ter que apelar para uma aplicação de terceiros. A funcionalidade será apresentada no Twitter.com em algumas semanas e será levada mais tarde às aplicações móveis da empresa. A novidade é fruto de parceria entre o Twitter e a Photobucket, que será responsável pela administração do serviço.

"Para usuários sem smartphones, estamos trabalhando com operadoras móveis ao redor do mundo para que você também possa enviar fotos via SMS", afirmou o presidente executivo e cofundador do Twitter Jack Dorsey, no blog.

O compartilhamento de fotos é a mais recente funcionalidade que o Twitter decidiu incluir no microblog, depois de confiar por anos em aplicações externas. À medida que a empresa engloba recursos oferecidos inicialmente por aplicações de terceiros, seu relacionamento com desenvolvedores externos deteriora.

Apesar das reclamações dos desenvolvedores que repentinamente se veem competindo com as funcionalidades básicas do Twitter, representantes da empresa reafirmaram a necessidade de construir essas funções de forma nativa dentro do microblog. O Twitter sustenta que ainda há muitas oportunidades para desenvolvedores que quiserem acrescentar recursos ao Twitter para usuários, anunciantes e editores de conteúdo.

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Poder da nuvem melhora a tecnologia de reconhecimento de voz

O primeiro (e último) contato com a tecnologia de reconhecimento de voz acontecia apenas quando o usuário acabava de comprar seu celular ou outro dispositivo e utilizava aplicações embarcadas neles para realizar operações por meio de voz. O funcionamento precário, no entanto, freava seu avanço. Mas o poder computacional da nuvem e os novos esforços para desenvolvimento estão tornando o recurso cada vez mais utilizável. E esse cenário só tende a melhorar.

De acordo com o "Gerente Geral de Voz" da Microsoft, Zig Serafin, um dos grandes motores da tecnologia é a computação em nuvem. Tanto, que um dos mais importantes sistemas de nuvem da companhia é dedicado justamente ao reconhecimento de voz. Isso porque são vários serviços reunidos. Talvez o mais essencial, do ponto de vista de faturamento, sejam os serviços telefônicos baseados em respostas de voz usados por grandes companhias como Orbitz e American Airlines. Mas entra também a tecnologia que possibilita aos usuários móveis do Bing fazer buscas por voz e ainda aos donos de automóveis Ford usar a voz para solicitar direções ao GPS do computador de bordo. Todos baseados na mesma nuvem.

A entrada da Microsoft nesse campo ocorreu em 2007, com a aquisição da empresa Tellme, na época em que a tecnologia era pouco usada. Mas, de acordo com a MS, o avanço foi o suficiente para que 20% de todas as buscas oriundas de aparelhos móveis pelo Bing sejam feitas por voz. “Antes disso, tentar usar software de voz do próprio celular era doloroso, mesmo se a tentativa fosse em uma sala silenciosa”, relembra o analista da IDC, Will Stofega.

A nuvem é usada pela Microsoft também para coletar informações sobre como as pessoas usam o serviço, buscando melhorias. Um exemplo: se o usuário fala “restaurante italiano São Paulo” para o Bing, em seu dispositivo com Windows Phone 7, a empresa verifica se o usuário clica em um resultado, presumindo que ele encontrou a resposta. Em vez disso, é possível que ele tente a consulta outra vez, indicando que provavelmente não obteve reconhecimento preciso. As informações sobre a conectividade do telefone também são coletadas, já que problemas nesse aspecto, em muitos casos, podem ser culpados por resultados pobres. “Todos esses dados ajudam a basear a ciência do sistema”, diz Serafin.

É um processo parecido com o do Google, que tem serviço semelhante de busca por reconhecimento de voz e também realiza processamento de ponta a ponta das informações para aprender a forma como os usuários lidam com o serviço. Novamente, a nuvem entra como uma das protagonistas no processo.

Com todo seu sistema, a Microsoft recebe cerca de 11 bilhões de requisições de reconhecimento de fala ao ano. Nos novos dispositivos com Windows Phone 7, basta o usuário segurar o botão de início para abrir o mecanismo de fala, que além de buscas, pode ser utilizado para controlar muitas das aplicações nos dispositivos.

Esse grande volume de informações é peneirado em um centro de operações de rede da Microsoft no Vale do Silício e boa parte das requisições é realizada por um mecanismo que processa informações de maneira automática. Uma parcela dos dados passa por olhar mais próximo de especialistas que podem pensar em realizar mudanças no sistema.

A habilidade em aprender com a massa de dados, na nuvem, é um dos fatores que vai permitir à Microsoft atingir a próxima etapa no reconhecimento de voz, patamar que a tecnologia chama de entendimento conversacional. “Nessa fase, as tecnologias de fala terão a possibilidade de interagir com aplicações múltiplas”, destaca o diretor sênior da Microsoft para Negócios, Ilya Bukshteyn.

A solução almejada é bastante ambiciosa. Bukshteyn cita um exemplo no qual ele poderia dizer :”Achar um lugar para eu e Serafin jantarmos na segunda-feira”. Em um estágio avançado, o sistema poderia automaticamente checar a agenda dos dois envolvidos para descobrir se eles estão na mesma cidade, se têm horários compatíveis e se já comeram sushi alguma vez na vida. O telefone poderia, então, sugerir a Bukshteyn um restaurante de sushi na cidade de ambos.

Leia mais na Computerworld

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