Durante a IDF 2009, a Intel anunciou que está trabalhando em uma nova tecnologia de transmissão de dados, a Light Peak (em Português, pico de luz). Com ela, será possível transmitir dados com altas velocidades e sem perdas, através de cabos de fibra ótica de até pouco mais de 100 metros de comprimento.
Utilizando esses cabos de fibra ótica (em detrimento dos atuais fios de cobre) essa nova tecnologia permitirá que dados sejam emitidos e recebidos em velocidades altíssimas de até 10 GB/s (podendo chegar a 100 GB/s na próxima década), superando em muito as atuais tecnologias que atingem 60 MB/s com os cabos USB 2.0 e 400 MB/s com os cabos FireWire.
A Light Peak é constituída por um chip controlador e um modulador ótico. O modulador é responsável por converter eletricidade em luz e luz em eletricidade, utilizando lasers e detectores de luz. A alta velocidade e aproveitamento da transmissão é resultado dessa conversão dos dados em luz, devido às velocidades alcançadas por feixes de luz em ambientes de perda mínima, como as fibras óticas.
Durante a IDF, o vice-presidente da Intel, David (Dadi) Perlmutter, fez uma demonstração do funcionamento da transmissão por fibra ótica. Ele afirma que esse novo modelo de troca de dados poderá ser inserido em câmeras, televisores e monitores HD, iPods, discos SSDs, players de áudio e vídeo ou notebooks. Nas palavras de Dadi, “será possível transferir um Blu-Ray completo em apenas 30 segundos”.
Espera-se que até 2010 a Intel comece a fornecer os chips controladores para que empresas de informática e eletroeletrônicos desenvolvam dispositivos e componentes compatíveis com a nova tecnologia. Espera-se com isso, que em um futuro próximo, a Light Peak torne-se viável às economias mundiais e passe a integrar o cotidiano dos computadores domésticos.